sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vazio.

Longe de tudo, de tudo que antes eu não me desfaria por nada. Coisas que eu não deixei de lado por eu quis, e que hoje me faz uma falta imensa. Mas eu sempre me pergunto se a culpa disso que eu sinto é totalmente minha. Acredito que não, porque as pessoas vão crescendo com o tempo, e com isso as suas vontades vão mudando, vão deixando algumas coisas pra trás, priorizando outras, certas amizades não são mais tão necessárias assim, e talvez meu grupo de amizade esteja passando por isso e quem sofre as conseqüências disso sou eu. O vazio voltou a tomar conta do meu peito, eu tento lutar contra isso, mas quando chega o fim de semana e me encontro apenas entre quatro paredes, e tendo como companhia apenas alguns papéis, algumas canetas, um computador e um som de uma bela música que me faz pensar em tudo que eu já vivi, e perceber o quão distante eu estou das coisas que quero pra mim, longe do que eu não abriria mão por nada algum tempo atrás. E é aí que eu deixo o vazio tomar conta de mim. Não é porque eu quero que as coisas estão assim, e é duro admitir pra mim mesma que me encontro sozinha. Talvez isso esteja acontecendo pra mim crescer, mas porque a dor que eu sinto aqui é forte ? Aquela dor que só passa com o tempo. Eu fiz bons amigos, que não foram comprados e sei que os tenho, mas não os cobro nada, não posso exigir a atenção deles o tempo todo, de certa forma eles têm a sua própria vida. Assim como eu tenho a minha, e quero viver, aproveitar a chance que eu tenho de viver, não quero que ela passe em vão, pra isso acho que eu preciso cuidar dela, e não deixar esses pensamentos atrasarem a minha vida, que é única. Eu acredito que eu posso ser melhor, que isso pode mudar, mesmo que eu tenha que viver sozinha. A vida não vai me esperar e se eu quero que melhore só eu posso fazer isso por mim mesma. Então o que eu estou esperando ?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Quando menos esperamos aparece alguém que nos faz sentir viva. Mais do que somos, nos faz sentir alegria em viver, nos traz a paz que precisamos dentro da gente. E então nos sentimos a pessoa mais feliz da vida, muitas vezes perdemos a vontade de fazer certas coisas que antes, quando solteiros, achávamos super necessário. Gostaria de saber a explicação para isso, para tanta felicidade, e para tanto empenho em fazer a outra pessoa feliz. Será que quando isso acontece é quando encontramos a nossa outra metade? Acredito que não, apenas é alguém que está completando a felicidade que antes tínhamos, mas nem imaginávamos. Até então tudo são flores, amores, carinhos, palavras bonitas, tudo parece mágico. Mas chega uma hora que tudo parece cansativo, parece que não tem mais aquela magia como no início, mas aí eu me pergunto, será mesmo que isso é amor? Eu realmente não me preocupo com a resposta, só acho que quando há sentimento, ele precisa ser verdadeiro das duas partes, não apenas de um lado só, para que assim ele prossiga, mas quando sentimos algo, precisamos ter a certeza de que há sentimento, e se for verdadeiro não vai perder a graça tão cedo assim, não vai haver a incerteza e a vontade de desistir. Quando tudo vira motivo pra brigas, discussões se tornam sim cansativo, mas não podemos fraquejar logo no primeiro deslize. Então em cada conversa, sinto o sentimento florescendo cada vez mais, a cada abraço, a cada beijo, é tudo tão lindo. E no fim sempre me surge a dúvida, se é mesmo amor, ou só o medo de desistir e sentir falta daquela pessoa ao lado. Mas eu não quero sofrer, então deixo que essa história continue para que assim eu descubra todas as respostas e para que eu continue feliz, e sentindo a cada minuto a alegria de viver ao lado de outra pessoa.