
Quando eu vivia dentro do meu conto de fadas, tudo era mais fácil. Tudo era um mar de rosas. Nada parecia difícil. A vontade que eu tinha de chegar onde eu estou era imensa. Mas eu achei que as coisas seriam que nem no conto, é eu me enganei. Mas quem não se engana na vida? E quem disse que é tão difícil assim ? quem disse que não dá pra superar ? E quem decide o que é melhor pra minha vida agora? A vida é um mar cheio de perguntas sem respostas. Um eterno aprendizado, uma rua de mão única, sem contornos pra poder voltar atrás, sem volta. Ela só vai. Mas tem que saber levar. Assim como ela nos ensina, temos que ter o bom senso de saber leva-lá pra uma direção que a gente se sinta bem, e não onde a razão diz pra gente leva-lá. E não deixar ninguém passar por cima dela, e não ficar no chão logo no primeiro tombo. Eu vejo tanta coisa ao meu redor, e sempre fica alguma dúvida no ar, do porque que meus pensamentos são tão intensos, e loucos, eu diria. Ou apenas diferente dos quais eu estou acostumada a vivenciar no dia a dia. As vezes dá vontade de escrever um livro, espondo todas as minhas opiniões, mas não com a intenção de publica-lo para que tomem conhecimento do que eu sinto, ou penso, mas com o intuito de me sentir mais leve, depositando tudo que eu não posso falar a alguém, em algumas páginas. Porque eu sei que dali nada vai sair, vai ficar sempre ali, no mesmo lugar, nas mesmas linhas. Tem seres humanos, que não se preocupam com nada, que tão aí felizes vivendo o momento, outros se preocupam tanto que se esquecem de viver. Se preocupar, acho que é bom, pra ter responsabilidade, mas não pra acabar com a vida, com a alegria de viver. As vezes me dá raiva, porque eu queria abrir os olhos de quem vive comigo, pra viver uma vida mais leve, não tão carregada, mas eu não consigo falar tudo que eu penso, posso demonstrar, as vezes as palavras faltam, e tudo se torna nada. Mas esse é o meu modo de pensar, eu não posso adivinhar qual o seu modo de pensar, e então por tentar ajudar eu me torno um mostro. Daí vem a vontade de se isolar e conversar só com algumas páginas de caderno, porque por melhor que seja a minha intenção, sempre alguém vai ficar descontente, hoje já não penso tanto nos outros assim, penso em mim em primeiro lugar sempre, aí depois que já estou certa do que quero, penso nos que amo, tenho pouca tempo de vida, mas aprendi muito pela rua, e sei como é as coisas, e poderia dizer pra quem está começando, que é na prática que se aprende, e quanto mais se pratica, melhor. A rua me tornou um verdadeiro, e não me arrependo, pois aprendi na marra, sofri não querendo enxergar certas coisas, mas me reergui e to aqui firme e forte pra poder contar essa história.
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